quinta-feira, 19 de junho de 2008

OS INSTRUMENTOS MÁGICOS, O ALTAR E CONSAGRAÇÃO DOS INSTRUMENTOS


O ATHAME
(se pronuncia Ath-ah-may)

A Athame é uma faca ou punhal de cabo preto com lâminas duplas laterais e sem corte. É usado para direcionar o poder a energia em um ritual.
Simboliza o chifre do Deus.

Tradicionalmente a lâmina tem 15cm de comprimento e é usada com a mão de poder, no caso a mão que você mais usa.

Athame nunca deve ser sado para corte de qualquer coisa no plano físico pois ele trabalha no plano energético. Seu uso é para fechar energeticamente o Círculo Mágico. Algumas vezes ele também trabalha energeticamente se apontado para o mal.

Ele tem um papel importante do Rito de Bolos e vinhos no Grande Ritual onde se realiza a União da Deusa com o Deus.

Símbolo : FOGO

O CALDEIRÃO

É o instrumento da Bruxa por excelência. É um antigo recipiente culinário, imbuído em mistério e tradição mágica. O Caldeirão é o recipiente no qual ocorrem tranformações mágicas; o cálice sagrado, a fonte santa, e o Útero da Grande Mãe - A Deusa, a essência manifesta da feminilidade e da fertilidade, ou seja, a origem do universo de toda a Vida. É no caldeirão que as bruxas preparam os feitiços, as poções e acendem o fogo para os rituais, quando não é possível acender uma fogueira ao ar livre.

O caldeirão é geralmente um ponto central dos rituais. Durante os ritos da primavera, é por vezes cheio com água fresca e flores; no inverno, acende-se o fogo dentro dele para representar o retorno da luz e do calor do Sol (o Deus) vindo do caldeirão (da Deusa).

Ele deve ser feito de ferro, apoiando-se em três pés e com a boca menor do que sua parte mais bojuda, alguns tem uma pequena alça e encontra-se de todos os tamanhos.

Ele também pode tornar-se um instrumento de "scrying" (contemplação- vidência) ao ser cheio com água e ter seu fundo escuro observado.

Nele se realiza a grande Alquimia Universal, ele representa, também, a reencarnação, a imortalidade e a inspiração.
Símbolo : AGUA


A VARINHA

A Varinha também está associada ao Chifre do Deus e pode ser utilizada para o mesmo objetivo que o Athame pois também trabalham no nível energético. Ela pode ser feita de madeira ou de cristal. Tradicionalmente são pegas na mata de uma árvore que tenha caído.
Símbolo : AR


O PENTÁCULO

O Pentaculo pode ser feito de madeira, cerâminca, ardósia, latão ou pode ser desenhado numa rocha ou num circulo de madeira. Diferente do vídeo ele pode conter o desenho do pentagrama, que falaremos mais tarde, como também um desenho e uma lua e um olho, o que você achar que seja um símbolo de proteção. É sempre usado no ritual de dedicação aos Deuses.

Pode ser feito também com a finalidade de proteção de algum ambiente como sua casa, pendurados em portas ou janelas.
Símbolo : TERRA


O CÁLICE

O Cálice é uma taça de prata, vidro, estanho, pedra-sabão, bronze e até de barro. É usada no Grande Rito também, pois simboliza a Deusa e a fertilidade.
Símbolo : AGUA


A VASSOURA

É usada para varrer ou somente limpar energeticamente o lugar onde será realizado o ritual. Algumas bruxas usam ela de pé com as cerdas apontadas para cima, pode ser feita com um cabo de vassoura comum e as “cerdas” podem ser feitas de uma erva mais firme, ou pode ser igual a do vídeo que é feita de palha. Em seu cabo você poderá colocar símbolos mágicos, fitas, qualquer coisa que tenha uma representação importante e particular para você ou seu grupo.
Ela é mais usada como porta de um circulo, no caso de alguém ter necessidade de sair para alguma coisa --- pule a vassoura--- costume comum que já vi em alguns filmes onde o casal após a cerimônia religiosa pula a vassoura para simbolizar o novo ciclo que se inicia na vida deles.

Símbolo : TERRA

O SINO

O Sino é um instrumento ritual de inestimável antiguidade. O toque de um sino libera vibrações com efeitos poderosos de acordo com seu volume, tom e material utilizado.
O Sino é um símbolo feminino e, portanto, normalmente utilizado para invocar a Deusa em rituais. É também tocado para afastar encantamentos e espíritos malignos, para interromper tempestades ou para evocar energias positivas.
Sinos são as vezes tocados em rituais para assinalar seções diversas ou marcar o início ou o fim de um ritual ou encantamento.
Qualquer tipo de sino pode ser usado.
Símbolo : AR


O INCENSÁRIO

O Incenso tem um papel muito importante no altar e nos rituais, pois atrai energias benéficas, acalma, harmoniza e limpa o ambiente. Pode ser usado o de varetas de boa qualidade ou coloque um recipiente que possa conter areia, de preferência a de praia pois é mais fácil de fincar, ou incensários próprios para varetas, hoje você encontrará uma variedade de incensários de tamanho forma e cor.
O Turíbulo também é um incensário, tipo o que os padres usam nas igrejas, mas para que ele queime tem que ser usado carvão em brasa com um incenso que é chamado “De Padre ou De Igreja, pois ele contém uma resina que mantém queimando quando uma outra erva for jogada em cima, pode ser uma erva de acordo com o ritual.

Símbolo : AR

POTES REDONDOS

Usado para colocar água com sal dentro para proteção do ambiente.

Símbolos : TERRA E ÁGUA


O ALTAR

Tendo em mãos todos estes instrumentos e já tendo consagrado cada um deles passando todos pelos 5 elementos:

Quintaessência : espírito – levante o instrumento e o apresente aos deuses e ao Universo

Terra : Deixe 24hs enterrado ou passe sal nele todo ( Eu, particurlamente deixo enterradas o athame e o Boline (ou faca de cabo branco) de um dia para o outro.

Água : Depois do sal nada como a água para consagrar, e limpar o sal, que já fez a sua parte, para que não danifique alguns objetos de prata ou latão etc.

Fogo : Purifique passando cada um pela chama de uma vela, sem ficar muito tempo para não danificar também.

Na foto você terá uma imagem de como poderá ser seu altar, mas isso é uma coisa muito pessoal, você poderá colocar qualquer objeto que tenha um significado sagrado.

Obs: Nesta foto ficaram faltando alguns instrumentos mágicos importantes, mas seu altar será sempre muito pessoal, com muitas coisas ou pouquíssimas coisas quando no caso de se ter que ser mais discreto.

Consagre o Altar a Deusa e ao Deus :

Símbolos da Deusa :

. O Caldeirão
. Uma estátua da sua deusa preferida
. Um castiçal que tenha o desenho da Meia Lua
. Uma madeira pintada com a Meia Lua
. Uma vela com o formato de Meia Lua
. Uma pedra, de preferência com um buraco redondo no meio, mas esta é dificil de encontrar, então uma pedra de sua preferência, se quiser pinte a Meia Lua nela.

Símbolos do Deus :

. O Athame
. Uma estátua do Deus
. Um castiçal com o Sol
. Uma pedra ou madeira com o Sol pintado
. Uma pinha (aquelas dos pinheiros que são muito usadas para enfeites de natal)

. Símbolos fálicos, como pedras pontudas etc. usem a imaginação!

LUZ E HARMONIA

terça-feira, 3 de junho de 2008

EU SOU PAGÃ




Eu sou Pagã. Eu sou parte de toda a Natureza. As Pedras, os Animais, as Plantas, os Elementos e Estrelas são meus parentes. Outros humanos são minhas irmãs e irmãos, sejam quais forem suas raças, cores, sexo, orientações sexuais, idades, nacionalidades, religiões, estilos de vida. O Planeta Terra é a minha casa.

Eu sou parte desta grande família da Natureza, não Mestre dela. Eu tenho minha própria parte especial para executar e eu busco descobrir e executá-la com minha melhor habilidade. Eu busco viver em harmonia com outros na família da Natureza e trato outros com respeito.

Eu sou Pagã. Eu celebro a mudança das estações, o girar da Roda do Ano. Eu celebro com cânticos, danças, festas, rituais e de outros formas. Eu celebro cada giro da Roda com práticas espirituais pessoais e tomando parte em festivais comunitários. Samhain, correntemente conhecido como Dia das Bruxas, é um tempo para contemplação do futuro e para prestar homenagem a meus Antepassados e outros amados no mundo dos Espíritos. Eu trabalho magia por maior liberdade religiosa para Pagãos e para a humanidade. Eu celebro o ano novo espiritual Céltico e Wiccaniano.

Yule, o Solstício de Inverno, é um festival de paz e uma celebração da minguante luz solar. Eu honro a nova Criança do Sol, queimando um tronco de Yule de carvalho no fogo sagrado. Eu honro a Grande Deusa em Seus muitos aspectos de Grande Mãe, e o Deus Pai como Santa, em suas formas de Velho Deus Céu, Pai Tempo e Rei do azevinho. Eu decoro minha casa com luzes e com azevinho, hera, visco, sempre-vivas e outras ervas sagradas para esta estação. Eu toco sinos no novo ano solar.

No começo de fevereiro, eu celebro Candlemas, conhecido pelos antigos Celtas como Imbolc e para americanos contemporâneos como o
Dia de Groundhog (Dia da Marmota. Eu enfoco na purificação espiritual e na eliminação de bloqueios para preparar a vinda da Primavera e o novo crescimento. Durante este festival, eu acendo velas para honrar Brigid e A convido a inspirar meus trabalhos artísticos e guiar minha prática curativa. Eu faço oferendas de sementes a pássaros selvagens.

Na hora do Equinócio da Primavera, eu dou boas-vindas a renovação da Primavera e celebro a verdejante Terra, vestindo-se em verde. Eu honro a Deusa teutónica Eostre e o espírito do Coelho, o consorte Dela. Eu pinto ovos com amigos e escolhas divinas para um novo crescimento.

Beltane, no começo de maio, é um festival de fertilidade e prazer. Eu me visto em cores luminosas e uso uma guirlanda de flores em meu cabelo. Eu danço ao redor
Maypole para abençoar jardins e projectos criativos. Eu salto a fogueira de Beltane para boa sorte. Eu coloco flores no Santuário da Sagrada Bast dos Gatos e em outros locais sagrados.

No tempo do Solstício de verão, também conhecido como Meio do verão e Litha, é um momento principal de reunião quando eu saúdo velhos amigos e conheço novos. Eu danço com eles ao redor de uma fogueira sagrada aos mágicos ritmos de tambores. Eu honro minha comunidade espiritual e tribo. Eu celebro a cultura Pagã. Eu adiciono pedras ao Círculo de Pedra da terra do Circle Sanctuary com orações para harmonia planetária e bem-estar.

Conforme agosto se aproxima, eu celebro Lammas, também conhecido como Lughnassad. Neste festival, eu honro o ápice do Verão e a prosperidade. Eu não só dou graças pelas coisas selvagens e plantas cultivadas e bênçãos para aquelas que estão começando a frutificar, mas eu também peço para que a abundância continue. Eu reparto e como pão com outros no ritual e eu dou pão e oferendas de erva às Deusas e Deuses da agricultura.

Equinócio de Outono, algumas vezes chamado Mabon, é o tempo da ação de graças por todas as colheitas que eu tenha colhido durante o tempo crescente. Eu dou graças pela comida que recebi dos jardins e campos e por outras bênçãos que entraram em minha vida. Eu devolvo à Mãe Terra oferendas que vêm do melhor da fruta, legumes, ervas, nozes e outras comidas que eu tenha recolhido.

E em Samhain, a Roda do Ano começa novamente.

Eu sou uma Pagã. Eu também honro as estações da vida dentro de minha jornada de vida - começos, crescimento, frutificação, colheitas, fins, descansos e recomeços. A Vida é um Círculo com muitos ciclos. Com todo Fim vem um novo Começo. Dentro da Morte há a promessa de Renascimento.

Eu sou Pagã. Eu não só vejo círculos de mudança e renovação dentro de minha própria jornada de vida, mas em minha herança. Eu vejo minha vida como um círculo que me conecta com os círculos de vida de meus antepassados. Eles são parte de mim e minha vida. A antiga sabedoria da Renovação da Natureza e Reciclagem é encarnada nos brasões de dois de meus clãs Ancestrais.

De meus antepassados alemães, da linhagem de minha mãe, está o totem da garça, um emblema familiar que significa perseverança e renovação depois de dificuldades. De meus antepassados Célticos, da linhagem de meu pai, esta o brasão que porta o símbolo de uma árvore de carvalho cortada da qual brotam novos ramos e folhas de seu tronco, incluída em um círculo com o lema Iterum Viriscit que quer dizer "que isto cresça Verde novamente". Estes símbolos e o lema não só me fazem lembrar de minha própria renovação e a renovação da Natureza, mas também a renovação de filosofia Pagã neste planeta que é parte de meu trabalho de vida como uma Sacerdotisa Pagã.

Eu sou Pagã. Mudança de consciência intencional, a Magia, é parte de minha espiritualidade. Para todo problema há pelo menos uma solução executável, como também oportunidade para crescimento. Eu crio minha própria realidade com meus pensamentos, sentimentos e ações. Tudo que eu envio sempre retorna.

Eu busco cumprir a Rede Wiccan:"Sem causar mal a ninguém, Faça o que quiseres". Quando eu faço magia em rituais, antes de eu elevar diretamente a energia, eu sempre busco olhar o quadro do qual minhas necessidades são somente uma parte. Eu me empenho a trabalhar para o melhor de todos, como também me ajudar. Quando problemas vêm para o meu caminho, eu busco entender as causas e mensagens deles como parte de minha busca por uma solução. Fazendo trabalho curativo, eu busco enviar as causas espirituais subjacentes da doença, em lugar de só enfocar um alívio de seus sintomas.

Eu sou Pagã. Eu trabalho magia através da Lua para ajudar e curar outros, a mim mesma, e o Planeta. A Deusa Tripla da Lua me guia. Eu ativo começos na Crescente, energizo manifestações na Cheia e mando embora obstruções com a Minguante e com a Negra. Eu tomo parte em rituais em Luas Novas e Cheias, e eu sei que meus Círculos são parte de uma grande rede de Círculos que se encontram nestes tempos ao redor do Planeta Terra.
Eu sou Pagã. Eu abraço o Panteísmo e reconhece que o Divino está em todos lugares e em tudo.

Eu honro o Divino que está dentro das árvores de carvalho na floresta, nas ervas no jardim, nos pássaros selvagens que cantam nas árvores, no topo da pedra da montanha, em mim e sim, até em "coisas" como meu carro, máquinas fotográficas e computadores. Eu entendo que tudo com um corpo físico tem um corpo espiritual também. O físico e espiritual está entrelaçado profundamente, não separado, nesta forma de mundo. Eu honro as inter-conecções da Criadora e Criação.

Eu sou Pagã. Eu sei que a Divindade tem muitas facetas e eu experencio isto por uma variedade de Deusas, Deuses e outras formas espirituais. Eu também honro a Divina Unidade, a Unidade de Tudo. Meus encontros pessoais com Deusas Pagãs, Deuses e outras formas Divinas transformaram e enriqueceram minha vida. Hécate apareceu como a Morte para me ensinar libertação e renascimento. Como uma criança jovem, Ártemis fluiu por mim e me ajudou a proteger o que pretende ser roubado. Selena da Lua Cheia, traz visões e meu nome para mim .O sagrado Sol me energiza. Iemanja do Oceano limpa e me renova. Eu tenho ouvido Pan tocar sua flauta nos bosques. Dionísio desperta dentro de mim as alegrias de espontaneidade e felicidade extática e me ensina os mistérios da androginia. Eu experimentei a união de Deusa e do Deus fazendo amor com meu companheiro no jardim. Bast me ajudou a aprofundar minhas conexões com meus amigos gatos. Cernunnos apareceu a mim na floresta como um Veado. Isis falou a mim em explosões de esplendor no fundo da Noite e em fluxos de energia por minhas mãos, fazendo curas. Saturno me deu lições sobre disciplina, tempo e agricultura orgânica. A Senhora Liberdade me protege conforme eu trabalho para liberdade religiosa por Wiccanianos e outros Pagãos. A Mãe Terra guia meu trabalho em nome deste Planeta. Eu também experiencio o Divino como Totens animais, aliados das plantas e como outras formas em meus sonhos, em jornadas internas e enquanto eu buscava pela visão sozinha no deserto.

Eu sou Pagã. Minhas práticas espirituais incluem auto-aceitação e entendimento, em vez de auto-rejeição. Eu compartilho minhas visões com outros quando eu sinto ter razão, mas eu não faço proselitismo, reivindicando meu caminho como único e verdadeiro. Há muitos caminhos sobre a montanha da compreensão espiritual, não somente um caminho.

Eu sou Pagã. Minha adoração toma a forma de Divina comunhão com a Natureza. Como parte de minha adoração, fundei e tenho mantido uma reserva sagrada na natureza, O Circle Sanctuary ( O Santuário do Círculo). Lá eu realizo rituais em lugares especiais, como no Círculo de Pedra sobre um monte sagrado; sobre o Spirit Rock, alto sobre os vales; no jardim do Círculo Mágico; em santuários ao ar livre; na sala do Templo, em recinto fechado; e nos abrigos de pedra de arenito antigos, que abrigaram os antigos que se mantiveram nestas terras milhares de anos atrás.

Eu também realizo rituais em outros lugares na terra, ao ar livre e em lugar fechado. Minha adoração e rituais
podem estar em qualquer lugar, pois meu círculo sagrado é portátil. Onde quer que eu esteja, eu posso montar um círculo ao redor de uma esfera sagrada com sete invocações: para as quatro direcções, para o Cosmo acima, para o Planeta abaixo e para Integração Espiritual no centro.

Eu sou Pagã. Eu viajo ao Outro mundo em meus sonhos, meditações e rituais. Eu uso ferramentas sagradas para me ajudar em minhas jornadas e meus trabalhos mágicos. Estes incluem caldeirão, cristais, velas, incensórios, cálices de água, pentáculos de sal, pratos de terra, penas, sinos, vassouras, chocalhos, tambores, batutas, estacas, espadas, espelhos, e uma variedade de ferramentas de adivinhação, inclusive cartas de Tarô, exagramas de I Ching e pedras de Runas. Eu voo com minha consciência pelo tempo e espaço.

Eu exploro outras dimensões e então eu retorno com introspecções conhecimento e poder. Eu vou entre os mundos por cura, crescimento e transformação. Intuição, percepção psíquica é natural, não sobrenatural, são parte de minha vida diária. Eu sou Pagã. Eu me harmonizo com os quatro elementos de Natureza- Terra, Ar, Fogo, Água- e com o quinto elemento, O Espírito que é a força espiritual que tudo conecta. Eu vejo estes Elementos na Natureza- a Terra no solo e pedras; o Ar nos ventos e atmosfera; o Fogo como o raio, fogos e electricidade; a Água nas primaveras, rios, oceanos e outras águas sobre o planeta; e o Espírito como a Divina Unidade. Eu também vejo estes Elementos como aspectos do meu eu- meu corpo físico e fisiológico é minha Terra; meu intelecto e pensamentos meu Ar; meu desejo e acções meu Fogo; minhas emoções e sentimentos minha Água; e meu eu Interno, minha Alma, é o meu Espírito.

Eu esforço em me manter saudável e em equilíbrio em todas estas partes de mim Eu trabalho para o restabelecimento do equilíbrio dos Elementos no ambiente. Eu sou Pagã. Eu ouço o choro da Mãe Terra que está triste com o mal que é causado ao meio-ambiente pela humanidade. Eu estou desanimada pela poluição do ar, terra, águas e pelos jogos de dominação que são feitos pelas nações com os danos nucleares e outras armas de destruição de massa. Eu também me preocupo com a poluição espiritual no Planeta-egoísmo, ódio, cobiça por dinheiro e poder, vícios, violência, desespero. Quando eu vejo estes problemas, eu também vejo a limpeza e cura dos acontecimentos sobre o Planeta Terra.

Eu sei que posso ajudar pelo menos um pouco a trazer ao Planeta maior equilíbrio buscando equilíbrio em minha própria vida, sendo um catalisador para restaurar o equilíbrio na vida de outros e trabalhando para um ambiente melhor. Eu sei que minhas atitudes e meu modo de vida podem fazer diferença. Eu procuro ser um canal para a cura e equilíbrio. Eu faço da responsabilidade ambiental parte de minha vida pessoal diária. Eu procuro viver em harmonia com os membros da Família da Natureza.

Eu sou Pagã. A Espiritualidade da natureza é a minha religião e minha base de vida. Natureza é minha professora espiritual e meu livro sagrado. Eu sou parte da Natureza e a Natureza é parte de mim. Minha compreensão dos mistérios internos da Natureza cresce enquanto eu viajo neste caminho espiritual."

By Selena Fox (Sacerdotisa Wiccan Ativista, e Psicoterapeuta)Circle Sanctuary


LUZ E HARMONIA

domingo, 1 de junho de 2008

REFLEXÕES DE UM HOMEM DE CONSCIÊNCIA



“Existem de fato mentes inquiridoras, que anseiam pela unidade do coração, que a buscam, empenham-se para resolver os problemas colocados pela vida, tentam penetrar na essência das coisas e dos fenômenos e adentrar em si mesmos. Se um homem raciocina e pensa de forma mais consistente, independentemente do caminho que ele siga na solução desses problemas, ele deve inevitavelmente regressar a si mesmo, e começar com a solução do problema do que ele mesmo é e qual o seu lugar no mundo à sua volta.”
G. I. Gurdjieff

segunda-feira, 26 de maio de 2008

O HOMEM VERDE


O Fantástico Guardião das Florestas e de todos os seres. Existe um entalhe fascinante entre as antiguidades inglesas um rosto que espia por entre as folhas e vinhas. É o Homem Verde (Green Man), uma misteriosa deidade dos bosques que cuida das florestas e especialmente de todas as variedades de árvores. Diz-se que ele tem forma humana, tez verde e se veste com folhas e cascas de árvore. Para aqueles que destroem indiscriminadamente bosques e árvores, o Homem Verde é um espírito malígno. Para aqueles que amam e usam de modo sábio as árvores, ele é uma tímida entidade que encoraja o crescimento da árvore.
Segundo a lenda, ele oculta tesouros sob suas árvores frutíferas, mas torna se os fazendeiros arrancam as árvores de seus pomares em busca de tesouros.
O Homem Verde tinha os mesmos atributos de Cernunnos, sendo igualmente uma divindade cornuda que habitava as florestas. Deus dos bosques, seu nome, em galês antigo, é Arddhu (O Escuro) ou Atho.
LUZ E HARMONIA

LUA DOS PRADOS - Junho



Também chamada de Lua dos Cavalos, Lua dos Amantes, Lua do Sol Forte, Lua de Mel, Bracbmanoth (Mês do Intervalo), Lua do Morango, Lua da Engorda, Lua da Rosa.


Na Lua Cheia acontecia o Festival de Edfu para Hathor no Egito;na Lua Crescente sua imagem iniciava sua jornada por barco até Edfu.


1-2 de junho -> Em Roma, Dia de Carna, deusa da sobrevivência física, das portas e fechaduras. Syn a deusa nórdica da inclusão e exclusão;



2 de junho -> O Shapatu, ou Aabbat de Ishtar na Babilônia;



6 de junho -> Bendídia de Bendis, deusa lunar da Trácia. Na Grécia, bolos eram deixados em encruzilhadas como oferenda a Ártemis;



14 de junho -> Aniversário das Musas



17 de junho -> Em Roma, Ludi Piscatari, ou Festival dos pescadores;



12 de junho -> Solstício de Verão - Litha. Na inglaterra dia de Cerridwen e seu caldeirão. Na irlanda, dia dedicado à deusa Fada Aine de Knockaine. Dia de todas as Herasm ou Mulheres Sábias. Dia do Homem Verde na Europa.



24 de junho-> Dia da Lanternas em Sais, no Egito, uma celebração a Ísis e Neith;



25 de junho-> Na Índia, Teej, um festival para mulheres e garotas em honra a Deusa Parvati;



27 de junho-> Na Grécia, a Arretophorria, um festival de ninfas em honra à Donzela e às Deusas Amazonas.



O nome romano original para esse mes era Junonius, em honra a Grande Deusa Mãe Juno; seu equivalente entre os gregos era Hera.

Essa Lua tras uma poderosa energia para contatar e trabalhar com elementais de todos os tipos. A energia psíquica flui livremente, permitindo que até a mais sensata das pessoas vivencie acontecimentos pouco comuns.



No Tibet, este era um período de danças sagradas com máscaras e peças teatrais misteriosas. Eles celebravam os Budas Médicos e o Nascimento de Padmasambhava, considerado um grande mestre espiritual.



Para os Incas no Hemisfério Sul, este era o período do Solstício de Inverno, uma vez que as estações do ano são invertidas. Eles celebravam a Festa do Sol, ou a Inti Raymi, para comemorar a colheira do milho. Seus cantos iam do nascer ao por-do-sol. Inti era o deus Sol da Dinastia governante, representado por um disco de ouro com uma face humana.



Correspondências:


Espíritos da Natureza : silfos, zéfiros

Ervas : raínha dos prados, verbena, tanásia, erva-cão, salsinha, musgos

Cores : laranja, verde-dourado

Flores : milefólio

Essências: lírio-do-vale, lavanda

Pedras : toázio, ágata, alexandrita, fluorita

Árvores : carvalho

Animais : macaco, borboleta, sapo, rã

Deidades : Aine de Knockaine, Ísis, Neith. O Homem verde, Cerridwen, Bendis, Ishtar

Fluxo de Energia : energia total mas em repouso; proteção, fortalecimento e prevenção

Período de Luz: energias da terra em transformação. Tomada de decisões, assumir responsabilidade pelos eventos atuais. Trabalhar as inconsciências pessoas. Fortalecer e recompensar-se pelas características pessoais positivas


LUZ E HARMONIA

sexta-feira, 16 de maio de 2008

O DEUS CORNÍFERO





O Deus Cornífero é o Deus fálico da fertilidade. Geralmente é representado como um homem com casco e chifres de um cervo. Ele é o guardião das entradas e do círculo mágico que é traçado para o ritual começar. É o Deus pagão dos bosques, o rei do carvalho e senhor das matas. É o Deus que morre e sempre renasce. Seus ciclos de morte e vida representam nossa própria existência. Ele nasce da Deusa, como seu complemento e carrega os atributos da fertilidade, alegria, coragem e otimismo. Ele é a força do Sol que da mesma forma, nasce e morre todos os dias, ensinando aos homens os segredos da morte e do renascimento.






Segundo os Mitos pagãos o Deus nasceu da Deusa, cresceu e se apaixonou por Ela. Ao fazerem amor a Deusa engravida e quando chega o inverno o Deus Cornífero morre e renasce quando a Deusa dá a luz ao Deus como a criança prometida. Este Mito contém em sí os próprios ciclos da natureza onde no Verão o Deus é tido como forte e vigoroso, no outono envelhece, morre no inverno e renasce novamente na primavera.






Para a maioria pode aparentar meio incestuoso, quando afirma-se que o Cornífero seja filho e consorte da Deusa, mas isto era extremamente comum aos povos primitivos onde os indivíduos se casavam entre os próprios familiares para conservar a pureza da raça. Isto não vem de uma discriminação, no mundo animal a fêmea busca o macho mais vigoroso, no Egito antigo no tempo dos faraós irmãos se casavam para se manter o mesmo gene. Além disso o simbolismo do Mito deve ser observado e pesquisado, pois todas as coisas vieram do ventre da Grande Mãe incusive o próprio Deus e por isso para Ela o Deus deve voltar.






O culto ao Deus Cornífero surgiu entre os povos que dependiam da caça, Ele sempre foi considerado o Deus dos animais e da fertilidade, e ornado com chifres, pois os chifres tem uma representação fálica e também representavam a fertilidade, vitalidade e a ligação com as energias do Cosmos ( Moisés usava um adorno na cabeça com chifres-Poder). Além disso a Bruxaria surgiu entre os povos da Europa, onde os cervos se procriavam com extrema abundância, por isso eram frequentemente caçados, pois eram uma das principais fontes de alimentação. Ao caçá-los havia todo um ritual sagrado e suas entranhas eram enterradas e o povo agradecia ao cervo pela carne que ele lhes ofertou.





Com o crescimento do Catolicismo e com a intenção do Clero em derrubar os antigos rituais da bruxaria, a figura atribuida ao Deus Cornífero acabou por personificar o Diabo e na atualidade resgatar o status deste importante Deus torna-se bastante difícil pois ja criou-se uma egrégora forte, principalmente entre os adoradores do mesmo como um ser poderoso que trabalha tanto para o mal quanto para o bem.






O Deus Cornífero representa o Sol, eternamente em busca da Lua, mas nele também encontramos a luz e a escuridão, a imortalidade e a morte, a interrupção e a continuidade. Cernunnos, como também é chamado, simboliza a força da vida e da morte. É o senhor dos cães selvagens e dos animais, é Ele que desperta-nos para a vida depois da morte. Seus chifres representam realidade, poder e a vitalidade e não uma ligação com o Mal.





Ainda existe hoje muita confusão acerca da Bruxaria e isto se deve a Igreja Medieval que transformou os bruxos em adoradores do demônio e a igreja sabia que os lugares sagrados eram lugares de poder, suas catedrais foram erigidas nestes mesmos lugares... bastante conveniente não? Os padres da época conheciam o poder que estes lugares enamavam e sabiam apropriar-se devidamente deles, inclusive logo no início na própria missa a Deusa tinha um papel bastante representativo que aos poucos foi perdendo seu lugar com a ascenção do patriarcalismo. O mesmo pode-se dizer da igreja católica que com o crescimento do clero na época altamente político, passou a ter métodos de persuação discutíveis até hoje como todos que estudam a bruxaria conhece... e a força e a Deusa se perdeu nas sombras de um passado obscuro, ficando somente no coração e mente de alguns pequenos aldeões sendo perpertuado de mãe para filha, principamente, passando de geração à geração somente através de ensinamentos não escritos.





O Culto a Deusa Mãe e ao Deus Cornífero é pre-cristão, mais precisamente do período neolítico, e ao contrário do que o catolicismo da época pregava, este Deus sapiente era venerado como uma deidade da bruxaria. E como tal ele ainda assim permanece na bruxaria moderna de hoje. Existem algumas bruxas, mulheres, que somente adoram a Deusa e a ela somente respondem, mas no meu ponto de vista há um desequilíbrio das polaridades e para haver o equilíbrio tem que se trabalhar as duas forças : Deusa-Deus, Negativo-Positivo, Yin-Yang, Lua-Sol, Passivo-Ativo, Noite-Dia e mais todas as polaridades existentes no mundo, pois é assim que tem que ser para que tudo funcione em perfeita harmonia e perfeição.



A Grande Mãe e o Deus Cornífero representam juntos as forças vitais da Natureza e quando encontram a terceira força, a cósmica do UNO temos o triângulo perfeito da Criação!!!



Muito se tem a falar desta duas deidades, mas ficaria muito extenso no blog, então vou postando aos poucos para que possamos entender melhor.


LUZ E HARMONIA










A DEUSA TRÍPLICE


Por sua conexão com a Lua e a Mulher, a Deusa é cultuada em 3 aspectos:

A Donzela : Corresponde à Lua Crescente, a sua face é o apogeu da juventude, sua cor é branca e significa inícios, tudo o que vai crescer, as sementes plantadas que começam a germinar, a Primavera, os animais no cio e seu acasalamento. Ela é a Virgem mas no seu auge ela procura o seu consorte, o Deus Cornífero pois seu aspecto sexual esta muito ativo, é totalmente independente e auto-suficiente.


A Mãe : Corresponde à Lua Cheia, a Deusa está em sua plenitude. Sua cor é o vermelho, sua época o verão. Significa abundância, proteção, procriação, nutrição, os animais parindo e amamentando, as espigas maduras, a prosperidade, a idade adulta.
Ela é a Senhora da Vida, a face mais acolhedora da Deusa.


A Anciã : Corresponde à Lua Negra, sua face é a da mulher Sábia, aquela que atingiu a menopausa e não mais verte seu sangue, tornando-se assim mais poderosa por isso. Ela simboliza a paciência, a sabedoria, o anoitecer...sua cor é o preto.
A Anciã também é a Deusa em sua face Negra da Ceifeira, a Senhora da Morte. Aquela que precisa agir para que o eterno ciclo do renascimento seja perpetuado. Este é o aspecto que nem todos sabem se conectar pois exige muita energia e impecabilidade. Porém a Senhora da Sombra, a Guardiã do Mundo Avernal e Condutora das Almas é essencial em nossos processos vitais como nascer e renascer. Seus Rituais são os mais fortes e nem todos estão preparados para trabalhar com esta face da Deusa.


Desta forma, é fácil compreendermos porque a Religião da Deusa postula a reencarnação. Se fazemos parte de um Universo em constante mutação, que sentido haveria em crermos que somos os únicos a não participar do processo interninável da vida-morte-renascimento? Essa realidade existe no microcosmo do ciclo das estações, da colheita que tem que ser feita para que se reúnam as sementes e haja novo plantio.
É justamente por isso que aqueles que seguem o caminho da Deusa e celebram a chamada Roda do Ano através dos 8 sabbats, ou Dias de Poder. Ao celebrar os sabbats cremos que estamos ajudando no Giro da Roda da Vida, participando, assim, de um processo de co-criação do mundo.


Por tudo o que foi dito fica fácil entender porque os caminhos, cultos e tradições centradas na Deusa são religiões Narurais, fundamentadas nos ciclos da natureza e no entendimento de seus elementos e ritmos.
Esta prática de magia Natural onde existe a conexão e correlação dos elementos da natureza – Terra – Água – Fogo –Ar juntamente com a quintaessência (o espírito) e as correspondências astrológicas (signos zodiacais, influências planetárias, dias e horários propícios), pedras minerais, plantas, essências, cores, sons e a sintonia com os seres elementais (Devas Guradiões dos lugares, Gnomos, Silfos, Ondinas, Salamandras, Duendes, Fadas, Elfos, Animais de Poder).
LUZ E HARMONIA

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