A prática da Antiga Religião, também conhecida como Arte dos
Sábios, é um culto honesto e socialmente positivo, o que lhe concede o direito
de merecer o interesse público.
Hans Holzer
Vale salientar que o texto abaixo foi tirado de varios livros. blogs e sites, é somente um resumo de cada tradição, depois vamos tentar conhece-las, se possível desmembrar mais cada uma, acrescentando as novas pois muitos são os panteões com suas Deusas e seus Deuses cada um um universo bastante diversificado.
Definição
Tradição, literalmente transmissão (latim: traditio, tradere
= entregar).
Em grego, na acepção religiosa do termo, a expressão é
paradosis (παραδοσις).
Tradição mais precisamente é uma transmissão oral de lendas
ou narrativas ou de valores espirituais de geração em geração. Uma crença de um
povo, algo que é seguido conservadoramente e com respeito através das gerações.
Uma recordação, memória ou costume.
Conhecimento ou prática proveniente da transmissão oral ou
de hábitos inveterados.
A tradição e sua presença na sociedade baseiam-se em dois
pressupostos antropológicos:
a) as pessoas são mortais;
b) a necessidade de haver um nexo de conhecimento entre as
gerações.
Tem-se por tradição no sentido amplo tudo aquilo que uma
geração herda das suas precedentes e lega às seguintes.
Os aspectos específicos da tradição devem ser vistos em seus
contextos próprios: tradição cultural, tradição religiosa, tradição familiar e
outras formas de perenizar conceitos, experiências e práticas entre as
gerações.
No campo religioso é onde mais se aplica este conceito. A
tradição toma feições mais peculiares em cada crença. Pode-se destacar a
presença da tradição nos grandes grupos religiosos: Judaísmo, Cristianismo,
Islamismo, Hinduísmo.
Resumindo,Tradição "é um método específico de ação,
atitude ou ensinamentos que são passados de geração para geração”.
Falar sobre Tradição não é um assunto simples dentro da Bruxaria.
Por exemplo, na Wicca consiste em um conjunto de rituais,
ética, instrumentos e crenças que são passados para os iniciados de um
determinado coven.
Ela mesma é subdividida em diversas Tradições, cada uma com
sua própria estrutura, rituais e mitos próprios passados de praticante para
praticante.
Mas todas elas seguem um mesmo princípio:
A celebração da Deusa e do Deus através de rituais sazonais
ligados à Lua e ao Sol, os Sabaths e Esbaths.
O respeito à Terra, que é encarada como uma manifestação da
própria Deusa.
A magia é vista como uma parte natural da Religião e é
utilizada com propósitos construtivos, nunca destrutivos.
O proselitismo é tido como inadmissível.
Modificada de uma Tradição para outra, a filosofia, os
ritos, as concepções são diversas e diferentes e isso acontece, às vezes,
dentro de uma mesma linha. Com uma certa freqüência, algumas Tradições não
reconhecem um iniciado em outra, o que faz com que muitos praticantes da
Bruxaria se iniciem em mais de uma Tradição distinta.
Existem alguns pontos divergentes entre as diversas
Tradições, como por exemplo, o Livro das Sombras.
Cada uma possui seu próprio onde são descritos seus Ritos
sagrados e as idéias sobre a Divindade.
Em alguns casos é comum os integrantes de uma Tradição afirmar
que o seu Livro é o único descendente do primeiro Livro das Sombras redigido.
Outro ponto de divergência entre as Tradições relaciona-se à
hierarquia.
Algumas são extremamente hierárquicas, enquanto em outras a
hierarquia é inadmissível e tida como tabu.
Algumas Tradições aceitam e incentivam seus membros a
praticarem Bruxaria sozinhos, enquanto em outras é terminantemente proibido a
prática mágica de qualquer tipo fora do Coven e sem a supervisão do Alto
Sacerdote ou da Alta Sacerdotisa.
Devido à grande quantidade de tradições existentes, e da
pouca ou nenhuma informação disponível sobre elas, torna-se difícil escolher
uma definida.
ALGUMAS TRADIÇÕES BASTANTE RESUMIDAS MAS QUE JA PODEM AUXILIAR AQUELES QUE ESTÃO PROCURANDO POR UMA ESPECIFICA OU APENAS TEM CURIOSIDADE EM CONHECER:
Por necessidade, estas definições são gerais, pois cada
Bruxo mesmo que faça parte de uma Tradição específica poderia definir seu
caminho como sendo diferente.
Tradição 1734:
A tradição 1734 de Wiccan foi desenvolvida
por Robert Cochrane, um poeta britânico e o filósofo. Procurou restaurar a "Antiga Religião"
A tradição 1734 é desenvolvida fora de uma série da
correspondência entre Robert Cochrane e Joseph Wilson, um americano.
A tradição 1734 não há nenhuma estrutura hierárquica
oficial. Focaliza na meditação.
A tradição 1734 usa um arranjo diferente da colocação dos
elementos e de seus rituais do que a maioria de tradição de Wiccan.
Tipicamente britânica é às vezes uma Tradição eclética
baseado nas idéias do poeta Robert Cochrane, um auto-intitulado Bruxo
hereditário que se suicidou através da ingestão de uma grande quantidade de
beladona. 1734 é usado como um criptograma (caracteres secretos) para o nome da
Deusa honrada nesta tradição.
Tradição Alexandrina:
Uma Tradição popular que começou ao
redor da Inglaterra em 1960 e foi fundada por Alex Sanders. A Tradição
Alexandrina é muito semelhante a Gardneriana com algumas mudanças menores e
emendas. Esta Tradição trabalha à maneira de Alex e Maxine Sanders, que diziam
terem sido iniciados por sua avó em 1933. A maioria dos rituais são muito
formais e embasados na Magia cerimonial. É também uma tradição polarizada, onde
a Sacerdotisa representa o princípio feminino e o Sacerdote o princípio
masculino. Os rituais sazonais, na maior parte são baseados na divisão do ano
entre o Rei do Azevinho e o Rei do Carvalho e diversos dramas rituais tratam do
tema do Deus da Morte/Ressurreição. Como na Tradição Gardneriana a Sacerdotisa
é elevada à autoridade máxima. Entretanto, os precursores para ambas Tradições
foram homens. Embora similar a Gardneriana, a Tradição Alexandrina tende a ser
mais eclética e liberal. Algumas das regras estritas Gardnerianas, tais como a
exigência do nudismo ritual, são opcionais.
Alex Sanders intitulou-se a certa altura “Rei das Bruxas”,
considerando que o grande número de pessoas que tinha iniciado na sua tradição
lhe dava esse direito. Nem os seus próprios discípulos o levaram muito a sério,
e para a comunidade Pagã no geral esse título foi apenas motivo de troça,
quando não de repúdio. Janet e Stewart Farrar são os mais famosos Bruxos que
divulgaram largamente a Tradição Alexandrina em suas publicações.
Tradicional Britânica:
Uma Tradição com uma forte estrutura hierárquica e graus. Os
Rituais estão centrados na Tradição Céltica e Gardneriana.
Wicca Céltica: Uma Tradição muito telúrica, com enfoques na
natureza, os elementos e elementais, algumas vezes fadas, plantas, etc. Muitas
“Bruxas Verdes” (Green Witches) e Adeptos do Druidismo seguem este caminho,
centrado no panteão Céltico antigo e em seus Deuses e Deusas.
Tradição Caledoniana ou Caledonni
: Uma tradição que tenta
preservar os antigos festivais dos escoceses e às vezes é chamada de Tradição
Hecatina.
Tradição Picta:
É uma das manifestações da Bruxaria
tipicamente escocesa. Na maioria das vezes é uma forma solitária da Arte. Seu
enfoque prático é basicamente mágico e possui poucos elementos religiosos e
filosóficos.
Bruxaria Cerimonial:
Usa a Magia cerimonial para atingir uma
conexão mais forte com as divindade e perceber seus propósitos mais altos e
suas habilidades. Seus Rituais são freqüentemente derivações da Magia
Cabalística e Magia Egípcia.
Tradição Dianica:
Algumas Bruxas Diânicas só enfocam seus
culto na Deusa, são muito politicamente ativos, e feministas. Outras
simplesmente enfocam seu culto na Deusa como uma forma de compensar os muitos
anos de domínio Patriarcal na Terra. Algumas usam este título para denotar que
são “as Filhas de Diana”, a Deusa protetora delas. Há Bruxas Diânicas que são
tudo isto, algumas que não são nada disto, e outras que são um misto disto. A
Arte Diânica possui duas filiais distintas: Uma filial, fundada no Texas por
Morgan McFarland que dá a supremacia à Deusa em sua thealogy, mas honra o Deus
Cornífero como seu Consorte Amado e abençoado. Os membros dos Covens dividem-se
entre homens e mulheres. Esta filial é chamada às vezes “Old Dianic” (Velha
Diânica), e há alguns Covens descendentes desta Tradição, especialmente no
Texas. Outros Covens, similares na thealogy, mas que não descendem diretamente
da linha de McFarland, e que estão espalhados por todo EUA.
A outra filial, chamada às vezes de Feitiçaria Feminista
Diânica, focaliza exclusivamente a Deusa e somente mulheres participam de seus
Covens e grupos. Geralmente seus rituais são livres e não são hierárquicos,
usando a criatividade e o consenso para a realização de seus rituais. São
politicamente um grupo feministas. Há uma presença lésbica forte no movimento,
embora a maioria de Covens estejam abertos a mulheres de todas as orientações.
Tradição Georgina
Esta Tradição foi criada por George
Patterson, que se auto intitulou como sendo um “Sumo Sacerdote Georgino”.
Quando começou o seu próprio Coven, chamou-o de Georgino, já que seu prenome
era George. Se há uma palavra que melhor pode descrever a Tradição de George,
seria “Eclética”. A Tradição Georgina é um composto de rituais Celtas,
Alexandrinos, Gardnerianos e tradicionais. Mesmo que a maior parte do material
fornecido aos estudantes sejam Alexandrinos, nunca houve um imperativo para
seguir cegamente seu conteúdo. Os boletins de noticias publicados pelo fundador
da Tradição estavam sempre cheio de contribuições dos povos de muitas outras
Tradições. Parece que a intenção do Sr. Patterson era fornecer uma visão
abrangente aos seus discípulos.
Ecletismo:
Um Bruxo eclético é aquele que funde idéias de muitas
Tradições ou fontes. Assim Como no caldeirão de uma Bruxa, são somados
elementos para completar a poção que é preparada, assim também são somadas
várias informações de várias Tradições para criar um modo mágico de trabalhar.
Esta "Tradição" que realmente não é uma Tradição é flexível.
Geralmente, são criados rituais e Covens de estrutura livre.
Tradição das Fadas ou Fairy Wicca:
Há várias facções da Tradição das Fadas. Segundo os membros desta Tradição, seus ritos e conhecimentos tiveram origem entre os antigos povos da Europa da Idade do Bronze, que ao migrarem para as colinas e altas montanhas devido às guerras e invasões ficaram conhecidos como Sides, Pictos, Duendes ou Fadas.
Há várias facções da Tradição das Fadas. Segundo os membros desta Tradição, seus ritos e conhecimentos tiveram origem entre os antigos povos da Europa da Idade do Bronze, que ao migrarem para as colinas e altas montanhas devido às guerras e invasões ficaram conhecidos como Sides, Pictos, Duendes ou Fadas.
Uma Bruxa
desta Tradição poderia ser ou trabalhar com energias da natureza e espíritos da
natureza, também conhecidos como fadas, Duendes, etc. Alguns dos nomes mais
famosos desta Tradição são Victor e Cora Anderson, Tom Delong (Gwydion
Penderwyn), Starhawk, etc. .
Os seus Precursores são Victor Anderson - nasceu em 1917 e
dizia-se descendente de Havaianos e Africanos. Ele foi iniciado no Coven Harpy,
em Bend, Oregon, ainda em sua adolescência. O Coven Harpy era um Coven da Fairy
Tradition (Tradição das Fadas), que se distinguia muito dos Círculos
Gardnerianos e Neo-Pagãos vigentes até então. O Coven Harpy se dissolveu na
época da segunda guerra mundial. Victor Anderson casou-se com Cora em 1944 e
juntos começaram a introduzir outros conhecimentos e práticas, inclusive
materiais das Tradições Gardneriana a Alexandrina, à Tradição das Fadas e
resultou no que mais tarde passou a ser chamada de Fairy Wicca ou Feri Faith.
Em 1960, Victor e Cora conheceram Gwydion Pendderwen que se tornou um dos mais
renomados iniciados do casal Anderson. Gwydion espalhou os conhecimentos da
Fairy Wicca na comunidade Neo-Pagã dos anos 70 até meados de 80. Infelizmente
Gwydion morreu em um acidente de automóvel em 1981, mas deixou belos cânticos e
invocações utilizadas até hoje na liturgia da Tradição. Abaixo dois textos
tradicionais da Fairy Wicca, um escrito por Gwydion e outro por Victor
Anderson:
O Nome
Por Gwydion Pendderwen
“Ela é a uivadora dos muitos ventos”.
Seu nome é as cinco estações do ano.
Amante do primeiro Senhor
Mãe de dúzias de Deuses que andam pelos caminhos estrelados
Irmã e Esposa do Portador da Luz
Mulher Ela é, de nobre poder da paixão
Branca e azul ao mesmo tempo e ainda o Arco-íris,
Negra como o nulo sonho escuro “ ”.
Bênçãos
Por Victor Anderson - do livro "Espinhos da Rosa de
Sangue" editado em 1970
“Tu de todos os sagrados, ultrajados e sábios nomes”.
Mãe de rameiras e iniqüidades,
Que suporta o fiel na destruição e chamas,
Confessando ações vis e blasfêmias.
Pela Terra, Seu corpo fértil, Abençoada Seja.
E pelas Águas Viventes do Seu útero,
Pelo Ar, Seu sopro que se move no mar,
Pelo chamado de vida da grama verde da tumba,
Pelo Fogo, Seu Espírito,
Abençoada Seja com poder!
As Crianças de Seu Amor nascem entre a destruição
Possa haver Luz e clareza nas horas negras
Brilhe Lua Branca, Cresça nos caminhos
De cada um , eterno caminho apaixonado.
Abençoe e ilumine a todos,
Evo-he ““.
História da Tradição
A Fairy Wicca ou Tradição das Fadas tem em comum com as
outras vertentes da Arte uma tradição linear de mistérios e poder. Seus membros
acreditam na comunicação direta com a Divindade. Isto é um contraste com
algumas outras Tradições que praticam o psicodrama ritual em larga escala.
Entre as características que mais distingue a Fairy Wicca está o uso do Poder
das fadas, que caracteriza a linhagem desta vertente Wiccana, pois segundo os
membros desta Tradição, seus ritos e conhecimentos tiveram origem entre os
antigos povos da Europa da Idade do Bronze, que ao migrarem para as colinas e
altas montanhas, devido às guerras e invasões, ficaram conhecidos como Sides,
Pictos, Duendes ou Fadas.
Nesta Tradição é dada uma forte ênfase à expansão da
consciência. É uma Tradição voltada à exploração espiritual. Os Fairy Wiccans
respeitam profundamente a sabedoria da natureza e tudo o que a envolve. Os
Deuses não são vistos como forças psicológicas, arquetípicas ou manifestação do
inconsciente coletivo, mas são reais, com um sistema de moralidade diferente do
nosso próprio e nós teríamos responsabilidade com cada um deles. Há um corpo
específico de cantos e material litúrgico da Tradição. Muito disto se originou
com Victor Anderson e Gwydion Pendderwen que forneceram um arsenal para muitos
Círculos em funcionamento, cuja criatividade poética é altamente estimada. As
práticas mágicas da Fairy Wicca (ou Feri, como Victor chama) são altamente
invocatórias, encorajam a manifestação direta dos Deuses através de práticas
como "Puxar a Lua Para Baixo", que confere talentos psíquicos ou
sensibilidade especial para algumas práticas específicas.
Os Ritos da Fairy Wicca possuem diversos estilos e podem ser
tirados de muitas fontes. Há uma linhagem iniciatória traçada desde Victor e
Cora Anderson e Gwydion Pendderwen. As energias trabalhadas nesta Tradição
incluem:
- a visualização do fogo azul;
- um corpo de material poético e litúrgico;
- Deuses e arquétipos específico da Tradição;
- a doutrina dos Três Selfs;
- o uso de um cíngulo de cor específica;
- um sentido de "tribo" ou "clã” para o
Coven;
- a veneração ao Deus Cornífero como o Filho Amado e
Consorte da Deusa.
Hoje existem várias facções da Tradição das Fadas, mas
podemos apontar como característica inerente à maioria dos praticantes dela o
uso dos espíritos da natureza, conhecidos como Fadas, Duendes, Gnomos, etc. em
seus rituais. Embora o Victor Anderson seja reconhecido mundialmente como o
professor-fundador desta Tradição, é possível identificar influências que
formaram a Fairy Wicca antes de sua forma presente evoluir para ser o que é
hoje.
Há influência de uma dispora africana muito forte,
principalmente Dahomeana, e a Teoria do 3 Selfs (Selves-em inglês correto) foi
trazida da Magia Kahuna. O material de Victor não é a única fonte dentro da
Tradição e existem inúmeros outros.
A Fairy Wicca é uma Tradição extremamente aberta à evolução
e cada iniciado traz uma direção nova às suas práticas e rituais. Alguns
praticantes, como Gwydion e Eldri Littlewolf, enredaram em caminhos Xamânicos,
além de trabalharem extensivamente com a Religião Céltica. Outras influências
(como a Meditação Tibetana e Magia Cerimonial) começaram a fazer parte da
Tradição com Gabriel Caradoc. Victor, Gwydion, Caradoc, Brian Dragon e Paladin
escreveram lindas poesias e liturgias para rituais que são utilizadas até hoje
pelos praticantes da Fairy Wicca em todo o mundo. As aulas de Gabriel
forneceram treinamentos excelentes na liturgia da Tradição e seus estudantes
continuam a transmitir seus ensinamentos. Francesca De Grandis, que compôs
Sharon Knight, adicionou sua inspiração para o corpo de material litúrgico da
Tradição e Starhawk usou os conceitos desenvolvidos na Fairy Wicca, expressando
suas convicções e práticas, mas fornecendo explicações mais claras sobre o
conceito dos 3 selfs e uso do Pentáculo de Ferro.
O Conceito do Self e os Pentáculos
Na Fairy Wicca, o conhecimento humano é dividido em 3 Selfs,
Eus ou almas, como também são chamados. Eles são:
- Self Jovem;
- Self Discursivo;
- Self Profundo.
Os 3 Selfs podem nos ajudar a compreender como somos, como
funcionamos e integrar as várias partes do nosso ser. O Self é o Eu, a
individualidade e a identidade de cada ser humano. Cada pessoa utiliza mais um
tipo de Self que o outro e, segundo a Fairy Wicca, é isso que a caracteriza
cada um de nós. Além disso, podem ser muito úteis na hora de manipular a
energia nos trabalhos mágicos. Abaixo uma pequena correspondência dos 3 Selfs:
Self Jovem: representa a mente inconsciente, ao hemisfério
direito do cérebro. Nos comunicamos com ele através de símbolos, imagens e
sensações. É ele que nos impulsiona a seguir em direção de nossos sonhos mais
recontidos e a arriscar. Está associado à energia elemental do corpo (Raith),
já que é através dele que recebemos energia e vitalidade. O Self Jovem percebe
o fluxo das energias e se comunica sem a necessidade de palavras. Ele trabalha
com o mundo das puras sensações que podem ser visuais ou auditivas. O Self
Jovem contém toda a memória das experiências passadas, que emergem através dos instintos.
No corpo humano, sua força está concentrada no Chakra Básico. Sua energia é
gerada através da água e ar puros, exercícios físicos, sexo e através do
transe.
Self Discursivo: representa a mente consciente, o hemisfério
esquerdo do cérebro. É ele que organiza o que é concebido pelo Self Jovem. Ele
funciona através da análise. É com ele que julgamos, inquerimos, culpamos e nos
deixamos culpar. É ele que forma a realidade escondida por trás das aparências,
racionaliza e define as experiências sensoriais. Aqui se encontra presente os
nossos instintos sociais e necessidades. No corpo humano sua força está
concentrada no Chakra Cardíaco. Sua energia é gerada através da combinação da
energia de todos os seres.
Self Profundo: é o Divino que existe dentro de cada um de
nós e não há referências psicológicas para explicá-lo. O Self profundo
representa o espírito, a essência, que existe além do matéria, espaço e tempo.
Ele é a junção das polaridades. Ele é o espírito que nos impulsiona e guia.
Está associado diretamente ao Self Jovem e indiretamente ao Discursivo. É
através dele que estabelecemos conexão com o Divino e a possibilidade de
conhecer o passado, presente e futuro. A sua força está concentrada em nossa
aura e no nosso Chakra Coronário. Sua energia é gerada pelo Universo e ritos
sagrados.
O Pentáculo de Ferro:
O Pentáculo de Ferro é um dos principais símbolos,
utilizados na Tradição das Fadas, para possibilitar que cada pessoa trabalhe
suas habilidade mágicas. Através dele aprendemos a dar forma às energias,
transformar-se e explorar os 5 pontos do nosso Pentáculo interno:
- Sexo: que é a energia Primal;
- Self: o nosso Eu;
- Paixão: as emoções;
- Orgulho: A auto-estima;
- Poder: O poder interior.
Cada um desses pontos está associado a uma ponta do
Pentagrama e o intuito de trabalhar com o Pentáculo de Ferro é fazer com que as
5 pontas estejam em perfeito equilíbrio e harmonia. O Pentáculo de Ferro é
apenas uma das 3 formas principais de desenvolver e fortalecer o poder em cada
pessoa segundo esta Tradição. Além dele existem mais outras duas que são
consideradas essenciais:
O Pentáculo de Pérola:
Que possui as pontas do amor, sabedoria, conhecimento, lei e
poder.
O Pentáculo de Chumbo:
Que possui as pontas do nascimento, Iniciação, consumação,
repouso e morte
Tradição Gardneriana:
Fundada por Gerald Gardner nos anos de
1950 na Inglaterra. Esta tradição contribuiu muito para Arte ser o que é hoje.
A estrutura de muitos rituais e trabalhos mágicos em numerosas tradições são
originárias do trabalho de Gardner. Algumas das reivindicações históricas
feitos pelo próprio Gardner e por algumas Bruxas Gardnerianas têm que ainda
serem verificadas (e em alguns casos são fortemente contestadas), porém, esta Tradição
apoiou muitas Bruxas modernas. Gerald B. Gardner é considerado "o
avô" de toda a Neo-Wicca. Foi iniciado em um Coven de Newforest, na
Inglaterra em 1939. Em 1951 a última das leis inglesas contra a Bruxaria foi
banida (primeiramente devido à pressão de Espiritualistas) e Gardner publicou o
famoso livro ”Witchcraft Today”, trazendo uma versão dos rituais e as tradições
do Coven pelo qual foi iniciado.
Gardnerianismo é uma tradição extremamente hierárquica. A
Sacerdotisa e o Sacerdote governam o Coven, e os princípios do amor e da
confiança presidem. Os praticantes desta Tradição trabalham "Vestidos de
Céu" (nus), além de manterem o esquema de Seita Secreta. Nos EUA e
Inglaterra os Gardnerianos são chamados de "Snobs of the Craft"
(Snobes da Arte), pois muitos deles acreditam que são os únicos descendentes
diretos do Paganismo purista.Cada Coven Gardneriano é autônomo e é dirigido por
uma Sacerdotisa, com a ajuda do Sacerdote, Senhores dos Quadrantes, Mensageiro,
etc. Isto mantém o linhagem e cria um número de líderes e de professores
experientes para o treinamento dos Iniciandos. A Bíblia Completa das Bruxas
(The Witches Bible Complete) escrita por Janet e Stuart Farrar, como também
muitos livros escritos por Doreen Valiente têm base nesta Tradição e na
Tradição Alexandrina em muitos aspectos.
Tradição Hecatina:
Uma Tradição de Bruxos que buscam
inspiração em Hécate e tentam reconstruir e modernizar os rituais antigos da
adoração a esta Deusa. É algumas vezes chamadas de Tradição Caledoniana ou
Caledonii.
Bruxo Hereditário ou Tradição Familiar:
Um Bruxo que
normalmente foi treinado por um ente familiar e/ou pode localizar sua história
familiar em outro Bruxo ou Bruxos. Os Bruxos Hereditários são pessoas que têm,
ou supõem ter, uma ascendência Pagã (mãe, tia e avó são os alvos mais visados).
A maioria dos Hereditários não aceitam a infiltração de outras pessoas fora de
sua dinastia, porém algumas Tradições Familiares “adotam” alguns membros,
escolhidos “a dedo” em seu segmento.
Bruxa de Cozinha:
Uma Bruxa prática que é freqüentemente
eclética enfoca e centra sua magia e espiritualidade ao redor do “forno e do
lar”, das ervas medicinais, das poções mágicas.
Seax-Wicca ou Wicca Saxônica:
Fundada em 1973, pelo autor
prolífico, Raymond Buckland que era, naquele momento, um Bruxo Gardneriano. Uma
das primeiras tradições precursoras em Bruxos solitários e o auto-iniciados.
Estes dois aspectos fizeram dela um caminho popular.
Bruxo Solitário:
Uma pessoa que pratica a Arte só (mas pode
se juntar às festividades de Sabbat em um Coven ou com outros Bruxos Solitários
ocasionalmente). Um Bruxo Solitário pode seguir quaisquer das Tradições, ou
nenhuma delas. A maioria de Bruxos ecléticos são Solitários.
Tradição Strega:
Começou ao redor na Itália em 1353. A
história controversa sobre esta Tradição pode ser achada em muitos locais e em
muitos livros. Aradia ...Gospell of the Witches (Aradia...A Doutrina das
Bruxas) é um deles.
Tradição Teutônica ou Nórdica:
Teutônicos são um grupo de
pessoas que falam o norueguês, fosso, islandês, sueco, o inglês e outros dialetos
europeus que são considerados “idiomas Germânicos”. Um Bruxo teutônico acha
freqüentemente inspiração nos mitos tradicionais e lendas, Deuses e Deusas das
áreas onde estes dialetos se originaram.
Tradição Asatrú:
Teve suas origens no Norte da Europa e é
uma das facções das Tradições Teutônica e Nórdica. Esta Tradição é praticada
hoje por aqueles que sentem uma ligação com os nórdicos e teutônicos e que
desejam estudar a filosofia e religiosidade da antiga Escandinávia, através dos
Eddas e Runas. Encoraja um senso de responsabilidade e crescimento espiritual,
freqüentemente embasados nos conceitos atribuídos aos nobres guerreiros de
tempos ancestrais.
Tradição Algard:
Uma americana iniciada nas Tradições Gardneriana e
Alexandrina, chamada Mary Nesnick, fundou essa "nova" tradição que
reúne ensinamentos de ambas tradições sob uma única insígnia.
Bruxaria Tradicional:
Todo Bruxo tradicional dará uma
definição diferente para este termo. Um Bruxo tradicional é aquele que
freqüentemente prefere o título de Bruxo a Wiccano e define os dois como
caminhos muito diferentes. Um Bruxo tradicional fundamenta seu trabalho mágico
em métodos históricos da tradição, religiosidade e geografia de seu país.
Tradição Galesa de Gwyddonaid:
Uma Tradição Galesa Céltica
da Wicca, que adora o panteão galês de Deuses e Deusas. Gwyddonaid foi quem
grosseiramente traduziu a ignóbil obra galesa "Árvore da Bruxa (Tree
Witch)" e propagou esta forma de trabalhar magicamente.
Resumo das Tradiçoes
Veja resumo por datas abaixo, respectivamente pela ordem:
Ano de Fundação / Nome da Tradição e/ou Fundador.
1951 Gerald
Gardner e seu Coven
1953
Tradição Traditionalist (Cochrane) Witchcraft
1954 Tradição Rhean.
1955 Tradição Boread.
1957 Tradição 'Brighton Coven Craft’
1963 Tradição Alexandrian Witchcraft
1964 Tradição 1734
1965 Tradição 'Sara Cunningham's Family’
1966 Tradição The Regency
1968 Tradição Ordem da Silver Crescent
1968 Ordem Majestic / Tradição Majestic.
1968
Tradição Church and School of Wicca.
1967 Tradição Alexandrian Witchcraft (Ramo Alemão)
1969 Tradição American / Mohsian
1970 Tradição Alexandrian Witchcraft (U.S.A.)
1970 Tradição Dianic (MacFarland) Witchcraft de Wicca
Feminista
1970 Tradição Pagan Way Witchcraft
1970 Tradição American Celtic (Sheban)
1970
Tradição Sisterhood and Brotherhood of Wicca
1970
Tradição Du Bandia Grasail Line
1970
Tradição Church of the Eternal Source
1970 Tradição Sicilian Witchcraft (na América)
1972
Tradição Keepers of the Ancient Mysteries
1972 Tradição Seax-Wicca
1973 Tradição Kingstone
1973 Tradição Americana da Assembly of Wiccan
1973
Tradição Open Goddess Tradition
1973
Tradição Druidic Craft of the Wise
1974
Tradição Dianic Feminist Witchcraft
1974
Tradição Isian
1974
Tradição Western Isian
1974
Tradição Algard Witchcraft
1974
Tradição American Traditional Witchcraft
1975
Tradição Blue Star Witchcraft
1975
Tradição Minoan Brotherhood
1975 Tradição Maidenhill Tradition
1975 Tradição Ganymede/Chthonioi branch
1975 Tradição Gardnerian-Eclectic Witchcraft
1975 Tradição Halifax
1975 Tradição Ravenwood
1976 Tradição Cerridwen
1976
Tradição Glainn Sidhr Witchcraft
1976
Tradição 'The Tradition'
1976
Tradição The Roebuck / Ancient Celtic Church
1977 Tradição Temple of Danann
1978 Tradição Hyperborean
1978 Tradição Celtic Wicca (Nossa Senhora do Encantamento)
1979
Tradição Odyssian Tradition (Wiccan Church of Canada )
1980
Tradição Unicorn
1980
Tradição Minnesota Church of Wicca
1980
Tradição Celtic Traditionalist (Fox woods) Witchcraft
1982 Tradição Minoan Sisterhood
1982 Tradição Alexandrian Witchcraft (Irlanda)
1983 Tradição Aquarian Tabernacle
1984 Tradição Communitarian Witchcraft / Wicca Communitas
1983
Tradição Windblown
1985
Tradição New Albion
1985
Tradição Pagans for Peac
1985
Tradição Pagan Way Witchcraft
1985 Tradição Caledonii Tradition
1986 Tradição do NFG
branch
1986
Tradição Rainbow Wheel
1986
Tradição North wind
1986
Tradição Sacred Grove
1987 Star
Kindler
1987 Tradição
Star Kindler
1990
Tradição Eleusinian Tradition
1990
Tradição Blackring Witchcraft
1990 Tradição Serpentstone
1990 Tradição Star Sapphiran
1990 Tradição Crystal Moon
1990 Tradição Chthonian Tradition
1990 Tradição Ceili Sidhe
1991 Tradição Protean
1991 Tradição Neo-Alexandrian Witchcraft (Canadá)
1991 Tradição Black Forest
1991 Tradição Protean
1991 Tradição Califórnia Gardnerian (CalGard) Witchcraft
1992 Tradição Tuatha De Danann Tradition
1993 Tradição Daoine Coire
1994 Tradição Cornfield Tradition
1996 Tradição Aglaian
1996 Tradição Reformada
1996 Tradição Oldenwilde Traditional Witchcraft
1997
Tradição Knight Phases
1997
Prytani Tradition (Clan Ragan)
1997 Tradição Morganan Tradition
1997 Tradição Elemental Spirit
1977
Tradição Brighton Traditional Craft
1997
Tradição Dragon's Weave
1998 Tradição Earthwise
1998 Tradição Evergreen Tradition.
4 comentários:
Que bacana! Vou ler com calma. São informações fantásticas. Obrigada.
Ola Patricia
Seja muito bem vinda linda aqui você é LUZ e brilha para todos que por aqui passarem.
Que bom que voce gostou da "Casa" procuro ser o mais clara possivel pois sei que pessoas do mundo inteiro passam por aqui. Muita coisa ainda tenho a dizer...inclusive sobre este post que é muito grande e ainda estou esperando bruxinhos de outras tradicoes como a Vanen a de Lilith me passarem um pouco de sua historia.
Obrigada pela sua visita e pelas palavras de carinho. Sim leia com calma...principalmente a parte onde a Magia se encontra com a física quântica, embora nem todos os bruxos pensem como eu rsrs Magia e Energia andam juntas pois TUDO é ENERGIA!
Que os Deuses a abençoem sempre!
Caillean )0(
Eu acredito e tam bem nao acredito emtao me mostra se bruxa esiste
A minha tradição, na qual fui iniciado, a Tradição da Lua, está listada como a Crystal Moon, Lua de Cristal, uma tradição dos anos 90.
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